terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pegadinha Ortográfica

PEGADINHAS  DO  ACORDO

01.   PALAVRAS COMPOSTAS
Afro-brasileiro  com hífen – é a soma de identidade(anglo-americano,franco-suíço,sino-japonês etc)
Afrodescendente  sem hífen –funciona adjetivamente como elemento mórfico(eurocomunidta,lusofilia,afrolatria etc)

Água de cheiro         sem hífen
Água-de-colônia       com hífen
Uso consagrou a segunda expressão com hífen ,o que não aconteceu com o primeiro caso > avaliou a Academia Brasileira de Letras

Antiabortivo           sem hífen
Anti-inflamatório  com hífen
Antissequestro       sem hífen
Leva hífen o encontro de vogais iguais nas palavras compostas.
Com vogais diferentes, não. Os dois elementos são aglutinados.No caso de o segundo elemento se iniciado por s ou h , duplicam-se essas consoantes ao se fazer a aglutinação.

Anti-herói          com hífen
Antissocial         sem hífen
Segundo elemento iniciado por h recebe hífen.Se iniciado por s ou r, duplica-se a letra e aglutina-se a expressão

Extra-oficial         com hífen
Extraordinário     sem hífen
A segunda forma foi consagrada pelo uso.

Mal-aventurado      com hífen
Malconservado       sem hífen
Em outros casos que não os iniciados por vogal ou h, aglutinam-se os elementos de  compostos iniciados  por “mal”(malcriado,malconceituado,malconservado).

Semianalfabeto          sem hífen
Semi-internato           com hífen
Leva hífen o encontro de vogais nas palavras compostas. Quando o encontro é de vogais diferentes uma da outra, não.



02.   ONOMATOPEIAS

Tique-taque              com hífen
Tiquetaquear             sem hífen
     Vaga-lume                com hífen
Vagalumear              sem hífen
As onomatopéias levam hífen,mas não os seus derivados.

03.   EXPRESSÕES e LOCUÇÕES

Cabeça de bagre         sem hífen
Cabra de chifre          sem hífen
Cabeça-oca                 com hífen
Cabra-macho             com hífen  
Cabra-cega                com hífen


domingo, 19 de setembro de 2010

Curso de Relatório e Pareceres

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
·        estimular a reflexão crítica sobre a realidade,
·         fornecer ao treinando instrumentos que o auxiliem a redigir com maior segurança, clareza, objetividade e concisão;·
·         melhorar o fluxo de comunicação inter e entre segmentos e órgãos, assim como entre a instituição e os clientes;·
 despertar no treinando a consciência de que comunicação é um processo constante de crescimento.

sábado, 18 de setembro de 2010

Curso de Relatório e Pareceres

Tribunal de Justiça de Porto Velho

OLAVO BILAC X CAETANO VELOSO

OLAVO BILAC x CAETANO VELOSO








Olavo Bilac e Caetano Veloso em momentos distintos da história do Brasil,perpassam em seus textos os dilemas de uma nação em busca de identidade.
Trecho da entrevista de Caetano à revista Cult
A canção Língua nasceu da vontade de usar os procedimentos do rap como veículo. Eu planejava então explorar um novo filão de textos declamados sobre base rítmica (mas uma base inventada por mim e meus amigos músicos, não uma reprodução do que faziam os americanos): seria um modo de ter mais liberdade para a poesia na música. E o tema de gostar de falar apareceu logo, o que me levou a celebrar a língua portuguesa, sugerindo reflexões sobre ela (VELOSO, 2001: 56). (2)
Há mais de cem anos, Olavo Bilac escreveu o poema Língua Portuguesa que celebra e enaltecer idioma. Em seu  texto, Olavo Bilac ressalta a origem latina da língua que floresce em um país tropical exótico e agreste. Assim como texto de Caetano Veloso, o poema de Bilac sugere reflexões sobre a língua e apresenta o olhar do poeta sobre  nacionalidade.
Os dois autores são admiradores do idioma  português e demonstram isto através de seus  textos.Caetano Veloso em várias oportunidades expressa seu prazer  em contemplar as singularidades semânticas e sonoras de nossa língua em comparação com as outras.
Para Caetano Veloso,  a língua é uma herança da civilização brasileira, formada por elementos europeus, tropicais e africanos. Apresentando um falar diverso e original. No texto de Olavo Bilac fica claro que o poeta considera apenas o meio  geográfico como responsável pela originalidade da língua, não considerando a participação dos falantes. 
Bilac vê o idioma como um modelo para o povo:
O povo, depositário, conservador e reformador da língua nacional, é o verdadeiro exército da sua defesa: mas a organização das forças protetoras depende de nós: artífices da palavra, devemos ser os primeiros defensores, a guarnição de fronteiras da nossa literatura, que é toda civilização (BILAC, 1912).
“Diante destes olhares distintos sobre o mesmo tema é pertinente investigar as possíveis razões da diferença nas idéias predominantes na época de cada um dos autores e o modo próprio de ambos pensarem e sentirem a realidade. As idéias que predominaram no Brasil do fim do século XIX propugnavam a construção de uma grande nação de progresso, a partir da ação de uma elite bem formada, instruída e capacitada a dirigir a população ignara. Estas idéias centrais do positivismo iluminista davam à intelectualidade a tarefa de distribuir o conhecimento ao povo segundo modelos definidos, aprioristicamente, pelas elites, condição essencial para que este estivesse predisposto a se tornar construtor da pátria, num quadro de ordem social. Estes pressupostos, que se encontram presentes na pregação patriótica de Olavo Bilac (4), tornam possível compreender porque o seu poema é uma celebração à língua, no que ela tem de belo e de singular na sua estrutura, mas descolada da realidade social do país.”(Prof. EVERALDO AUGUSTO DA SILVA)

Em Língua, Caetano mostra o seu olhar múltiplo que interage com diferenças linquísticas e com a originalidade da nação brasileira.A língua de um país tropical e mestiço é apresentada de uma maneira bela e singular

LÍNGUA

Língua 
                                                 
 Sonho às vezes, à noite, quando fico sozinho, com os meus pensamentos, com a inquietação de minha alma, com os meus sustos e as minhas esperanças de brasileiro, um grande poema, o poema que um grande poeta escreverá daqui a cem ou duzentos anos sobre o Brasil. A nossa pátria, a nossa língua, a nossa raça terão um dia a sua epopéia definitiva, complemento dos Lusíadas"
Olavo Bilac

Língua
Caetano Veloso

Gosta de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar a criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixe os Portugais morrerem à míngua
“Minha pátria é minha língua”
Fala Mangueira! Fala!

Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O
que quer
O que pode esta língua?
Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas
E o falso inglês relax dos surfistas
Sejamos imperialistas! Cadê? Sejamos imperialistas!
Vamos na velô da dicção choo-choo de Carmem Miranda
E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate
E – xeque-mate – explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homem
Lobo do lobo do lobo do homem
Adoro nomes
Nomes em ã
De coisas como rã e ímã
Ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã
Nomes de nomes
Como Scarlet Moon de Chevalier, Glauco
Mattoso e Arrigo Barnabé
e Maria da Fé
Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O
que quer
O que pode esta língua?
Se você tem uma idéia incrível é melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Blitz
quer dizer corisco
Hollywood quer dizer Azevedo
E o Recôncavo, e o Recôncavo, e o Recôncavo meu medo
A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria, tenho mátria
E quero frátria
Poesia concreta, prosa caótica
Ótica futura
Samba-rap, chic-left com banana
(– Será que ele está no Pão de Açúcar?
– Tá craude brô
– Você e tu
– Lhe amo

– Qué queu te faço, nego?
– Bote ligeiro!
– Ma’de brinquinho, Ricardo!? Teu tio vai ficar desesperado!
– Ó Tavinho, põe camisola pra dentro, assim mais pareces um espantalho!
– I like to spend some time in Mozambique
– Arigatô, arigatô!)
Nós canto-falamos como quem inveja negros
Que sofrem horrores no Gueto do Harlem
Livros, discos, vídeos à mancheia

E deixa que digam, que pensem, que falem.



sexta-feira, 17 de setembro de 2010

CURSO DE REDAÇÃO EMPRESARIAL

O projeto de Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa tem o propósito de ajudar os profissionais da área comercial a desenvolver competências tais como:
·  analisar, criticar, interpretar, resumir e produzir textos para a área comercial;
·  comunicar-se com eficiência usando a língua portuguesa padrão;
·  desenvolver o pensamento crítico, estabelecendo relações entre idéias, culturas e conteúdos trabalhados nos textos;
·  ampliar conhecimentos para criar novas idéias, processos e /ou produtos;
·  enumerar, classificar, demonstrar e solucionar problemas;
·  refletir, argumentar, debater, concluir e provar propostas comerciais.

Conteúdo Programático
·  elementos da comunicação;
·  língua padrão (norma culta) e linguagem coloquial;
·  ortografia;
·  pontuação;
·  concordância nominal;
·  concordância verbal;
·  formação de sentenças;
·  ordem direta e indireta;
·  redação  (ofício, carta comercial, relatório,comunicação interna, e-mail).

Estratégias
·  incentivo à leitura;
·  leitura e interpretação de textos ligados à área comercial e financeira;
·  conhecimento e utilização da língua padrão para comunicação comercial;
·  produção de textos;
·  exemplos e exercícios contextualizados conforme a atividade profissional;

Os interessandos pelo curso devem postar um comentário no espaço abaixo.

Na Ponta da Língua: REDAÇÃO EMPRESARIAL > PRINCIPAIS PROBLEMAS

Na Ponta da Língua: REDAÇÃO EMPRESARIAL > PRINCIPAIS PROBLEMAS: "Na empresa, a escrita é coletiva, isto é, você não escreve em seu próprio nome, mas em nome da companhia para a qual trabalha. Por isso, dev..."